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segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Você sabe como é fabricada a margarina?

Nas prateleiras dos supermercados, a grande dúvida: O que passar no pão, manteiga ou margarina? A diferença básica entre as duas poderia ser resumida no fato de que a primeira é de origem animal e a segunda de origem vegetal. Mas todo resumo pode esconder detalhes importantes... Tudo começa com um processo químico chamado hidrogenação. De forma simplificada, é  o acréscimo de hidrogênio ao óleo vegetal, matéria-prima usada na fabricação da margarina. De óleo, ele passa a ser gordura, com ponto de fusão em temperatura mais alta e com maior estabilidade no processo de oxidação. Em resumo, a partir da hidrogenação os óleos se solidificam, dando origem à gordura hidrogenada, base da margarina. O problema é que o processo de hidrogenação dos óleos forma isômeros trans dos ácidos insaturados. A famosa gordura trans, conhecida por reduzir o bom colesterol (HDL) e elevar o mau colesterol (LDL).

A gordura trans também é encontrada em quantidades pequenas em animais como bois, cabras, ovelhas e búfalos (de 2 a 5% da gordura total desses animais). Mas, no caso dos óleos vegetais parcialmente hidrogenados, representam de 50 a 60% da gordura total. E qual a diferença?

Um detalhe importante é que o tipo de gordura trans predominante nos animais (carne, leite e derivados) é diferente daquele predominante em margarinas, gorduras vegetais hidrogenadas e óleos comerciais parcialmente hidrogenados.

A preocupação dos especialistas com relação às gorduras trans está concentrada especialmente nos produtos industrializados e não na gordura presente na carne e no leite naturais e integrais. Além disso, o organismo reconhece a gordura da manteiga como natural e consegue metabolizá-la, o que não acontece com a margarina, que é recebida pelo organismo como uma gordura “estranha”.

Mas... e as margarinas sem gordura trans? A partir da década de 50, estudos demonstraram efeitos adversos relacionados a esse tipo de gordura, como ataques cardíacos, alguns tipos de câncer, diabetes, disfunção imunológica e obesidade.

Com a descoberta de tantos malefícios, muitas indústrias passaram a lançar no mercado margarinas livres do “problema”. O que não quer dizer que elas tenham se tornado mais saudáveis.

Uma das saídas encontradas pelos fabricantes foi acrescentar à fabricação o processo deinteresterificação, que não gera gordura trans e mantém a textura cremosa do produto. Todas as margarinas com zero trans têm gordura interesterificada, que nada mais é que um óleo vegetal modificado quimicamente.

Há também a margarina light, que contém alto teor de água e por isso é reduzida em gorduras e calorias quando comparada em um mesmo volume com as margarinas tradicionais.

Mesmo com as novas alternativas industriais, a qualidade do produto alimentício não mudou. Vale lembrar que a margarina é artificial, cuja base, um óleo vegetal produzido sob alta pressão e temperatura, é totalmente modificado pela hidrogenação química.

Após a hidrogenação, branqueadores modificam a cor acinzentada e retiram o odor desagradável que fica na gordura. Ao produto são adicionados pelo menos sete aditivos químicos sintéticos entre corantes, aromatizantes, espessantes e vitaminas A sintéticas. A margarina vai então para os mercados com o rótulo de “alimento saudável”.

Ah, o marketing... A conhecida propaganda de margarina, que relaciona o consumo do produto a ambientes saudáveis e alegres, é em geral estrelada por atores bonitos que formam a clássica “família feliz”. Uma forma bastante convincente para arrebanhar um número crescente de consumidores ao longo dos anos. Entre 1910 a 1970, o consumo de gordura animal entre os norte-americanos baixou de 83% para 62% e o consumo de óleos vegetais e margarina aumentou 400%.

A história do seu surgimento está relacionada a uma grave crise econômica na França, no final do século XIX, quando produtos como a manteiga aumentavam de preço e o país necessitava de gêneros alimentícios que tivessem fácil conservação e um preço razoável.

Após vários experimentos, o químico Mége Mouriés conseguiu produzir uma nova gordura que seria a base da margarina. A palavra vem do “margaron”, que significa “pérola”, devido à aparência perolada que conhecemos.

Até hoje, o apelo financeiro é determinante. Muitos produtos industrializados têm como base a gordura hidrogenada por seu baixo custo industrial – e um alto custo para a saúde.

(Fonte: Alimentos Orgânicos – Ampliando os conceitos de saúde humana, ambiental e social, de Elaine de Azevedo. Ed. Senac, 2012; via Superinteressante)

Nota: Entre um alimento feito com gordura animal e um produzido de maneira industrial e nocivo, é melhor abandonar os dois.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Perda de memória e ingestão de “junk food”

Um grupo de cientistas da Austrália vinculou a perda de memória com a ingestão da chamada “junk food”, após realizar um experimento com ratos que foram submetidos a uma dieta de açúcar e gorduras, informou nesta terça-feira (17) a imprensa local. Margaret Morris, chefe da pesquisa realizada pela Universidade de Nova Gales do Sul, afirmou que os ratos com uma dieta pobre mostraram, seis dias após o início dos experimentos, sintomas de perda de memória ao serem submetidos a testes relacionados com a memória espacial. “Os animais evidentemente não estavam obesos após seis dias, mas as mudanças na capacidade cognitiva, como a perda da memória, ocorreram antes de qualquer variação de peso”, declarou Margaret à emissora ABC, e acrescentou que ficou surpresa com a rapidez com que os animais perderam essas faculdades mentais.

Os cientistas notaram que os ratos alimentados com uma dieta com alta concentração de gorduras e açúcar tinham uma inflamação na região do hipocampo, a parte do cérebro que está relacionada com a formação e o armazenamento da memória e uma das primeiras regiões afetadas pela mal de Alzheimer.

“Ainda é muito cedo para afirmar que existe um vínculo causal entre os dois, mas achamos que provavelmente a inflamação é altamente relevante no declive cognitivo”, comentou a cientista. “É difícil afirmar que o mesmo ocorre com os humanos. Mas existem dados sobre pessoas que se submeteram voluntariamente a testes em que se alimentavam de ‘junk food’ por cinco dias e que perderam suas funções executivas”, apontou Margaret, ao citar como exemplo que necessitavam de mais tempo para reagir.

Por outro lado, Manny Noakes, especialista em nutrição da Organização para a Pesquisa Industrial e Científica do Commonwealth (CSIRO, sigla em inglês), na Austrália, disse à ABC que o estudo traz uma reflexão sobre o impacto da “junk food” nas pessoas à medida que envelhecem e em torno da conexão entre uma boa dieta e melhoras na memória.

sábado, 29 de junho de 2013

Duas refeições: pesquisa confirma a Revelação

Quem tem problemas com a balança com certeza já ouviu falar que é preciso comer de três em três horas para manter o metabolismo acelerado, e, assim, contribuir para o emagrecimento. No entanto, segundo um estudo apresentado no último domingo (23) na reunião anual da ADA (Associação Americana de Diabetes), em Chicago (EUA), comer duas refeições maiores durante o dia é mais eficaz na perda de peso do que fracionar as refeições. A pesquisa, realizada em Praga, na República Checa, foi feita com 54 pacientes com diabetes tipo 2. Eles foram divididos em dois grupos: em um, as pessoas comiam apenas duas refeições diárias maiores, enquanto no outro, os participantes faziam seis refeições com porções menores.

Durante 12 semanas, os pacientes seguiram uma dieta com a mesma quantidade calórica e de macronutrientes para depois trocar o regime de alimentação, ou seja, quem comeu apenas duas refeições passou a comer seis vezes ao dia. “A dieta prescrita foi rica em fibras e com 500 calorias a menos, já visando ao emagrecimento”, explica Hana Kahleova, uma das cientistas que participou do estudo.

Além de um aumento na perda de peso durante a fase em que só comiam duas vezes ao dia, os pacientes também apresentaram aumento na sensibilidade à insulina e melhora na função das células beta do pâncreas, responsáveis pela produção de insulina.

Para seguir a dieta corretamente, os participantes receberam tutoriais para aprender a compor o cardápio e em quais horários se alimentar, além de reuniões em grupo e individuais com nutricionistas.

“O resultado do estudo mostra que os pacientes com diabetes tipo 2 devem seguir a máxima de tomar o café da manhã como um rei, almoçar como um príncipe e jantar como um mendigo”, finaliza Kahleova.

De acordo com o endocrinologista da Sociedade Brasileira de Diabetes Antonio Carlos Lerário, é preciso levar em consideração que o estudo foi realizado com poucos pacientes e com uma dieta hipocalórica, que não costuma ser usual para os pacientes diabéticos. “Normalmente a dieta recomendada varia entre 1.000 e 1.500 calorias. Um cardápio  com poucas calorias é mais eficiente para diabéticos ou não, porém mais difícil de ser seguido e requer disciplina e força de vontade do paciente, além de acompanhamento médico”, explica.

Lerário também acredita que é necessário repetir o estudo em outros países para verificar se os resultados encontrados são semelhantes. “Às vezes, quando o estudo é repetido com outra população, os resultados encontrados são diferentes”, justifica.

Ainda que o estudo contrarie a recomendação da maioria dos nutricionistas, Lerário pondera que o resultado da pesquisa deve ser respeitado: “Os pesquisadores usaram parâmetros objetivos, como peso e os níveis de insulina, não foi nada subjetivo. Além disso, o ADA é rigoroso na seleção dos estudos que são apresentados no congresso”, afirma.


Nota: De quando em quando, a ciência confirma detalhes importantes revelados há muito tempo pelo Criador do corpo humano, deixando claro que não vale a pena seguir modismos nutricionais, médicos e comportamentais em detrimento daquilo que Deus mostrou por antecipação. Note o que escreveu Ellen White há mais de um século (detalhe: ela nunca estudou nutrição): “Em muitos casos, a fraqueza que leva a desejar alimento é sentida porque os órgãos digestivos foram muito sobrecarregados durante o dia. Depois de digerir uma refeição, os órgãos que se empenharam nesse trabalho precisam de repouso. Pelo menos cinco ou seis horas devem entremear as refeições; e a maior parte das pessoas que experimentarem esse plano verificará que duas refeições por dia são preferíveis a três” (A Ciência do Bom Viver, p. 304; grifo meu).

Quando me perguntam o que acho desse ou daquele procedimento (nutricional ou médico), como a acupuntura ou a homeopatia, por exemplo, respondo que prefiro ficar com as claras orientações que o Criador nos deixou por meio da Revelação. Ele nos ensinou oito remédios naturais, cuja sábia utilização confere saúde, e são eles: água, ar puro, luz solar, exercício físico, repouso, alimentação natural (de preferência vegetariana), abstinência do que é nocivo e confiança em Deus. Isso sempre funciona e se trata de fatores cujo funcionamento respeita as leis da fisiologia, portanto, são científicos, diferentemente de certas “terapias” que até podem funcionar, mas que geralmente são envolvidas numa aura de mistério.

Na matéria acima, a cientista Hana Kahleova diz que “o resultado do estudo mostra que os pacientes com diabetes tipo 2 devem seguir a máxima de tomar o café da manhã como um rei, almoçar como um príncipe e jantar como um mendigo”. Na verdade, é exatamente isso o que Ellen White ensina em seus livros, com a diferença de que ela diz que todas as pessoas (não apenas as diabéticas) deveriam adotar essa prática.

White ensina que o jantar deve ser leve e feito horas antes de dormir: “Na maioria dos casos duas refeições ao dia são preferíveis a três. O jantar, quando muito cedo, interfere com a digestão da refeição anterior. Sendo mais tarde, não é digerido antes da hora de deitar. Assim o estômago deixa de conseguir o devido repouso. O sono é perturbado, cansam-se o cérebro e os nervos, é prejudicado o apetite para a refeição matutina, o organismo todo não se restaura nem estará preparado para os deveres do dia” (Educação, p. 205).


De minha parte, prefiro continuar seguindo as recomendações do Criador do meu corpo. Elas são mais científicas - e são sempre seguras.[MB]

terça-feira, 11 de junho de 2013

Vegetarianos vivem mais do que quem come carne

Pesquisadores da Califórnia (EUA) analisaram as dietas de 73 mil frequentadores da Igreja Adventista do Sétimo Dia para o chamado Estudo da Saúde Adventista, e descobriram que aqueles que não consomem carne têm um risco de morte 12% menor em comparação aos outros. “Certas dietas vegetarianas estão associadas a reduções em todas as causas da [morte], bem como algumas causas específicas, incluindo doença cardíaca, doença renal, mortes relacionadas ao sistema endócrino e morte relacionada a outras doenças, como diabetes”, disse o pesquisador Dr. Michael Orlich, especialista em medicina preventiva na Universidade de Loma Linda, em Loma Linda, Califórnia. A grande questão que fica é por quê. Infelizmente, o estudo não foi desenhado para responder isso. Orlich observou: “Reduções de carne na dieta vegetariana podem ser parte da razão, mas também pode ser devido a maior quantidade de alimentos de origem vegetal.” Por fim, também é possível que os vegetarianos levem vidas mais saudáveis no geral.

Para o estudo, os pesquisadores usaram um questionário para avaliar os padrões alimentares e escolheram homens e mulheres que aderiram a uma das cinco dietas: não vegetarianos, semi-vegetarianos (comem carne ou peixe não mais do que uma vez por semana); pesco-vegetarianos (consomem peixes); ovo-lacto-vegetarianos (incluem produtos lácteos e ovos) e vegans, que não comem qualquer produto de origem animal.

Durante o tempo do estudo, que durou mais de cinco anos, 2.570 pessoas morreram. Os vegetarianos eram cerca de 12% do grupo com menor probabilidade de morrer de qualquer causa do que os consumidores de carne. E a vantagem de sobrevivência parecia ser mais forte nos homens do que nas mulheres. Além disso, os pesquisadores notaram que os vegetarianos tendem a ser mais velhos (com uma expectativa de vida maior) e mais educados, a realizar mais atividade física e menos propensos a beber álcool ou fumar do que os carnívoros.

O estudo também não identificou qual o tipo de dieta vegetariana fornece o maior benefício de sobrevivência, porque foram comparadas apenas com dietas não vegetarianas, e não umas com as outras. [...]

A nutricionista Nancy Copperman disse que a fibra em dietas vegetarianas pode ser o que está conduzindo a este traço de maior sobrevivência. “Não são apenas frutas e legumes, mas todos os tipos de fibras [incluindo grãos integrais] que parecem realmente reduzir os riscos à saúde”, disse ela. “O novo estudo empurra a literatura que estamos construindo sobre o impacto que os grãos integrais, frutas e vegetais pode ter sobre a saúde”. [...]

A recente pesquisa segue um outro estudo britânico divulgado em janeiro, o qual mostrou que os vegetarianos tinham cerca de um terço menos risco de hospitalização ou morte por doença cardiovascular do que as pessoas que consumem carne regularmente. O estudo incluiu 45 mil pessoas da Inglaterra e da Escócia, sendo um terço vegetarianos. Segundo os resultados, estes tinham uma chance 32% menor de serem hospitalizados ou morrerem de doença cardíaca. Eles também apresentavam menor pressão arterial e níveis de colesterol mais baixo do que os não vegetarianos.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Frango com níveis alarmantes de arsênico

Você sabia que graças ao uso excessivo de antibióticos na pecuária você está ingerindo arsênico cancerígeno? Um novo estudo conduzido por pesquisadores da Johns Hopkins Center por um futuro habitável, da Escola Bloomberg de Saúde Pública, descobriu que galinhas criadas com medicamentos à base de arsênico acabam tendo arsênico tóxico, inorgânico em sua carne. Infelizmente, isso significa que inúmeros consumidores estão ingerindo essa substância cancerígena. Para o estudo, que foi publicado na revista científica Environmental Health Perspectives, os pesquisadores estudaram amostras de carne convencional, a carne sem antibiótico convencional, e frango orgânico de dez áreas diferentes. Especificamente, 116 amostras cruas e 145 amostras cozidas foram testadas para o arsênico total, enquanto 78 amostras foram submetidas à especiação. O prazo para o estudo foi de dezembro de 2010 a junho de 2011, dando tempo suficiente para o teste.

Tido como o primeiro estudo a identificar e examinar as formas de arsênico específicas, a pesquisa constatou que galinhas alimentadas com antibióticos à base de arsênico representam um risco para a saúde pública. Os autores do estudo ainda dizem que a Food and Drug Administration tem o dever de tirar as drogas como roxarsone do mercado para proteger os consumidores, como é o trabalho da organização.

Mais preocupante sobre esses resultados podem ser as concentrações de arsênico inorgânico dentro da carne. Embora a FDA não estabeleça um “nível seguro de exposição” para o arsênico inorgânico presente nos alimentos, a quantidade de arsênico na carne, onde a droga roxarsone foi encontrada, muitas vezes estava duas a três vezes acima do sugerido pela FDA em 2011, e essas concentrações deveriam ser inferiores a um micrograma por quilo de carne.

Além disso, os pesquisadores descobriram que cozinhar carne crua contendo roxarsone resultou em diminuição dos níveis da droga roxarsone, mas um aumento nos níveis de arsênico inorgânico.

O resumo do estudo concluiu: “A carne de frango convencional apresentou concentrações mais elevadas de iAs do que amostras de carne de frango orgânico sem antibióticos convencionais. A cessação do uso de drogas arsênicas poderia reduzir a exposição e a carga de doenças relacionadas com arsênico nos consumidores de frango.”

A exposição a níveis elevados de arsênico inorgânico pode resultar em câncer de pulmão, bexiga e pele, e tem sido associada com outras condições também.

(
Natural Society e Notícias Alternativas)

Nota: Ellen G. White disse que chegaria o tempo em que deveríamos deixar de comer carne, leite e ovos (e substituí-los com inteligência e equilíbrio). Talvez já tenha chegado o tempo de considerarmos isso seriamente.[MB]  

terça-feira, 9 de abril de 2013

Cientistas descobrem novo vilão da carne vermelha

Não bastasse a gordura e o colesterol, cientistas descobriram mais uma razão pela qual o consumo de carne vermelha aumenta o risco para doenças cardiovasculares. Segundo uma pesquisa publicada na revista Nature Medicine, o metabolismo da substância L-carnitina por bactérias no intestino produz uma substância que favorece o acúmulo de gordura nas paredes arteriais, podendo desencadear um processo de aterosclerose. A L-carnitina é um nutriente natural da carne vermelha, também presente em bebidas energéticas e consumido como suplemento alimentar, com a promessa de que ajuda a queimar gordura e emagrecer mais rápido. Os resultados da pesquisa, porém, mostraram que um consumo excessivo da substância pode ser prejudicial à saúde. Não por conta da L-carnitina diretamente, mas de uma substância derivada dela, chamada TMAO.

Em uma série de experimentos comparativos, os cientistas demonstram que há uma relação direta entre a produção de TMAO e risco elevado de doenças cardiovasculares. Um risco que ainda não está totalmente quantificado, mas que “parece ser bastante significativo”, segundo o autor principal do estudo, Stanley Hazen, do Departamento de Medicina Celular e Molecular da Cleveland Clinic, em Ohio.

“Há tempos já se sabe que há um fator de risco para doenças cardiovasculares associado ao consumo de carne vermelha; só que as gorduras saturadas e o colesterol não são suficientes para explicar isso. O que estamos mostrando nesse estudo é um novo mecanismo que ajuda a explicar por que esse risco existe”, disse Hazen ao Estado. “Agora temos mais uma coisa para prestar atenção, e mais um mecanismo no qual podemos intervir na busca de tratamentos.”

As análises foram realizadas com camundongos e seres humanos, incluindo comparações entre veganos, vegetarianos e onívoros. Os resultados indicam fortemente que, quanto maior o nível de TMAO no organismo, maior o risco de desenvolver aterosclerose e outras doenças cardiovasculares. Isso porque o TMAO altera a maneira como o colesterol e os esteroides são metabolizados no organismo e inibe um processo chamado “transporte reverso de colesterol”, que resulta num aumento do acúmulo de gordura nas paredes internas das artérias – mesmo que os níveis de colesterol circulante no sangue continuem normais, ressalta Hazen. “Talvez isso explique por que algumas pessoas desenvolvem aterosclerose mesmo sem ter colesterol alto”, pondera o médico.

Os resultados também revelam que quem faz a conversão de L-carnitina em TMAO (passando antes por uma molécula intermediária chamada TMA) são bactérias intestinais – estabelecendo, assim, uma relação inédita entre hábitos alimentares, composição da flora intestinal e doenças cardiovasculares. Sem essa mediação metabólica das bactérias, a L-carnitina não é transformada em TMAO e o risco desaparece.

Camundongos que receberam antibióticos para eliminar sua flora intestinal não produziram TMAO e não desenvolveram aterosclerose, mesmo quando alimentados com níveis elevados de L-carnitina. O mesmo fenômeno foi observado em pessoas vegetarianas ou veganas, o que indica que a dieta influencia a composição da flora intestinal: pessoas que deixam de comer carne aparentemente perdem as bactérias que fazem o metabolismo da L-carnitina e têm níveis naturalmente menores de TMAO no sangue. [...]

“A exposição prolongada à L-carnitina altera a composição da flora intestinal, tornando a pessoa mais vulnerável à doenças cardiovasculares”, reforça Hazen. [...]

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Frutas e vegetais deixam jovens mais calmos e felizes

Um novo estudo da Universidade de Otago, na Nova Zelândia, sugere que comer frutas e vegetais deixa os jovens calmos, mais felizes e com mais energia para as tarefas diárias. Os pesquisadores Tamlin Conner e Bonnie White, do Departamento de Psicologia, e Caroline Horwath, do Departamento de Nutrição Humana, investigaram a relação entre as emoções diárias e o consumo de alimentos. O estudo foi publicado [...] no British Journal of Health Psychology. Um total de 281 pessoas na faixa dos 20 anos fizeram um diário alimentar na internet durante 21 dias consecutivos junto com um ranking de como se sentiam usando adjetivos positivos ou negativos. Antes disso, preencheram um questionário com detalhes de idade, sexo, etnia, peso e altura. Aqueles com histórico de distúrbios alimentares foram excluídos.

No diário, os voluntários preenchiam cinco questões sobre o que tinham comido a cada dia, com a quantidade de porções de frutas, vegetais (exceto sucos e frutas secas) e outras categorias de lanches, bolos e biscoitos. Os resultados mostraram uma relação diária entre o alto consumo de frutas e legumes e o bom humor.

“Em dias de maior consumo de frutas e vegetais, eles relatavam mais calma, felicidade e energia que o normal. Pessoas jovens precisariam consumir de sete a oito porções de frutas e vegetais por dia para perceber uma mudança significativa”, explica Conner, ressaltando que uma porção equivale a uma do tamanho da palma da mão ou metade de uma xícara.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Consumo de carne prejudica vida na Terra

Os habitantes do mundo rico deveriam tornar-se “semitarianos” – ou seja, comerem a metade da quantidade de carne à qual estão acostumados, sem precisarem abrir mão totalmente dela –, para evitar causar danos graves ao meio ambiente. A recomendação é de cientistas que apresentaram o quadro mais claro até agora de como as práticas agropecuaristas estão destruindo o mundo natural. Os cientistas disseram que o escândalo da carne de cavalo trouxe à tona o lado sombrio de nosso desejo por carne, que alimentou um comércio de animais de corte não documentados e refeições prontas de preço baixo e rótulos enganosos. “Existe risco para a cadeia alimentar”, comentou o professor Mark Sutton, que cunhou o termo “semitariano” e é o autor principal de um estudo da Pnuma (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente) publicado na segunda-feira (18). “Agora é um bom momento para conversar com as pessoas sobre esse assunto.”

A busca por carne cada vez mais barata nas últimas décadas - a maioria das pessoas, mesmo nos países ricos, consumia significativamente menos carne uma ou duas gerações atrás - gerou uma expansão maciça da pecuária intensiva. Com isso, quantidades imensas de grãos foram desviadas do consumo humano para o consumo animal, exigindo o uso intensivo de fertilizantes, pesticidas e herbicidas e, de acordo com o relatório da Unep, “provocando uma teia de poluição do ar e da água que está prejudicando a saúde humana”.

Os resíduos que escoam desses produtos químicos estão criando zonas mortas nos mares, levando ao crescimento de algas tóxicas e à mortandade de peixes, enquanto outros ameaçam a sobrevivência de abelhas, anfíbios e ecossistemas sensíveis. “A atenção atraída por esse escândalo da carne destacou a questão da carne de baixa qualidade. Isso tudo mostra que a sociedade precisa refletir muito mais sobre os animais de corte e as escolhas alimentares, pelo bem do meio ambiente e da saúde”, disse Sutton.

A resposta, segundo o cientista, está no consumo de mais vegetais e menos proteína animal. “Coma carne, mas com menos frequência. Faça dela algo especial”, ele aconselhou. “O tamanho das porções é crucial. Muitas porções são grandes demais - são maiores do que as pessoas querem consumir. É preciso pensar em mudar hábitos, em dizer ‘gosto do sabor, mas não preciso comer tanto’”.

Ao encherem seus pratos com legumes e verduras, além de carne, as pessoas ficarão mais bem nutridas. “A maioria das pessoas não percebe a diferença”, disse Sutton, citando um evento recente da ONU em que o chef usou um terço da quantidade habitual de carne, incluindo mais vegetais para compensar, e mais de 90% dos convidados ficaram igualmente satisfeitos. [...]

De acordo com o relatório da Unep, intitulado “Nosso mundo nutricional: o desafio de produzir mais alimentos e energia com menos poluição”, a produção de carne é responsável por 80% do nitrogênio e fósforo usados na agropecuária. Esses nutrientes são produzidos a um custo global muito alto, mas a maior parte acaba desperdiçada no estrume dos animais. Em algumas regiões do mundo, os nutrientes são escassos, resultando em plantações menos produtivas.

A Unep avisou: “A não ser que sejam tomadas medidas, a elevação da poluição e o aumento do consumo per capita de energia e produtos animais vão exacerbar as perdas de nutrientes, os níveis de poluição e a degradação dos solos, ameaçando mais ainda a qualidade de nossa água, nosso ar e nossos solos, afetando o clima e a biodiversidade.”

O estudo também propôs uma série de medidas com as quais seria possível tornar a pecuária menos nociva ambientalmente, desde medidas simples como o armazenamento mais seguro e o uso mais econômico dos fertilizantes até a captura das emissões de gases estufa resultantes de sua produção. O consumo de nitrogênio poderia ser reduzido em 20 milhões de toneladas até 2020, poupando 10 bilhões de libras por ano. A reutilização de resíduos, como estrume, e o tratamento de esgotos com métodos modernos também poupariam centenas de bilhões de dólares.


Nota: Deixe a carne de lado e (1) tenha mais saúde, (2) contribua para a preservação do meio ambiente e (3) poupe os animais de tanto sofrimento. A dieta vegetariana é comprovadamente a melhor opção para a humanidade. Fazia parte do projeto original de Deus (Gênesis 1:29) e continua fazendo parte das recomendações inspiradas dEle para nós.[MB]

Leia também: "O preço da carne"

domingo, 7 de outubro de 2012

Cafeína virou moda

A sociedade atual anda em um ritmo frenético - informação instantânea, carros velozes, computadores rápidos e fast foods. Faz-se de tudo para se manter atualizado e acompanhar a velocidade do progresso. Muitas pessoas têm buscado energia extra ingerindo bebidas cafeinadas como o café, chás, bebidas de cola e energéticos. 
No Brasil, o cafezinho ou pingado pela manhã não pode faltar para a maioria dos brasileiros. Outros já preferem os cafés mais requintados, como os da rede Starbucks, recém-chegada ao Brasil, e que conta com mais de 16 mil lojas pelo mundo. Mas, atenção, a cafeína tem mais efeitos negativos do que você imagina... 
Uma pesquisa recente intitulada "Tendências do Consumo do Café no Brasil em 2008", feita pela TNS InterScience, mostrou que o consumo per capita no Brasil em 2008 foi de 5,64 kg de café em grão cru ou 4,51 kg de café torrado, quase 76 litros para cada brasileiro por ano, registrando uma evolução de 2% em relação ao período anterior. Essa pesquisa mostra que nove em cada dez brasileiros acima de 15 anos consomem café diariamente, o que o faz ser a segunda bebida com maior penetração na população, atrás apenas da água e à frente dos refrigerantes e do leite. A penetração do café foi de 97% em 2008, contra 91% em 2001. Os consumidores pesquisados em todo o Brasil também responderam que pretendem continuar a consumir a mesma quantidade de café em 2009. O segmento dos jovens de 15 a 29 anos também apresentou crescimento no consumo diário de café. 
Esses dados são preocupantes. Uma xícara de 150 ml de café contém entre 60 e 150 mg de cafeína, enquanto que uma xícara de chá tem de 35 a 60 mg, dependendo da variedade usada, do método de preparação e da concentração. Os refrigerantes de cola tipicamente contêm 30-55 mg de cafeína por lata de 350 ml. 
A cafeína é considerada uma droga psicoativa por estimular o sistema nervoso central e alterar o humor e o comportamento. Ela eleva os níveis de glicose do sangue dando a sensação de uma "onde de energia". Efeitos fisiológicos podem ser percebidos em adultos após a ingestão de apenas uma xícara de café ou duas latas de refrigerante a base de cola. Essa estimulação (high) é usualmente seguida de um período de depressão ou cansaço (down). 
Efeitos adversos incluem: insônia e alteração do padrão de sono; tremores; nervosismo; inquietação; irritabilidade; dores de cabeça; elevação dos ácidos graxos sanguíneos; elevação da pressão arterial e dos níveis de colesterol; palpitações, aumento dos riscos de arritmias cardíacas e infarto; aumento da produção de ácido no estômago e agravamento de úlceras; azia; aumento dos sintomas da TPM; aumento do risco de câncer da bexiga e reto; para as gestantes, aumento do risco de nascimento de uma criança com baixo peso. 
Além disso, o uso de café e chás cafeinados reduz a absorção do ferro nas refeições em 40 a 60%, aumentando o risco de anemia. Apesar de a cafeína melhorar a performance de tarefas simples que requerem atenção, ela prejudica as ações que requerem memória de curto prazo. 
As crianças também estão entrando na onda. Pediatras estão preocupados porque um terço das crianças que consomem quantidades elevadas de cafeína manifesta comportamento hiperativo. O consumo de uma lata de refrigerante a base de cola por uma criança equivale ao consumo de quatro xícaras de café para um adulto. 
Com tantas questões envolvendo a segurança do consumo da cafeína, o uso de chás cafeinados, café e bebidas de cola não deve ser encorajado. Crianças pequenas e mulheres grávidas devem especialmente evitar o consumo de bebidas cafeinadas. 
No lugar das bebidas cafeinadas, escolha a água pura ou água com limão. Beba pelo menos oito copos por dia, longe das refeições. Os chás de ervas que não contêm cafeína podem ser usados, como por exemplo a camomila, capim-limão, erva doce, erva cidreira, maçã, etc. Faça exercícios físicos para aliviar o estresse. Nos primeiros dias de abstinência, você poderá sentir dores de cabeça, irritabilidade, ansiedade e cansaço. Mas não desanime, mantenha-se firme, pois esses sintomas desaparecem após dois ou três dias. 
(Luiz Fernando Sella, Outra Leitura)

Depressão e alimentos industrializados

Um estudo realizado por uma equipe de pesquisadores da University College London, na capital britânica, indica que dietas ricas em alimentos industrializados aumentam o risco de depressão. Em contrapartida, afirmam os pesquisadores, pessoas que comem legumes, verduras, frutas e peixe em abundância apresentam riscos menores de sofrer da condição. O estudo, descrito na revista científica British Journal of Psychiatry, analisou informações sobre a dieta de 3,5 mil funcionários públicos britânicos e, cinco anos mais tarde, monitorou a ocorrência de depressão no grupo. Segundo a equipe de pesquisadores, este é o primeiro estudo a vincular a dieta dos britânicos com a depressão.

Os especialistas dizem, no entanto, que - embora não seja possível excluir a possibilidade de que pessoas com depressão talvez tenham dietas menos saudáveis - é pouco provável que a alimentação seja a razão por trás dos resultados porque não foi identificada uma relação entre dieta e diagnósticos prévios de depressão.

Os pesquisadores dividiram os participantes em dois grupos de acordo com o tipo de dieta que seguiam. Em um grupo ficaram os que consumiam alimentos integrais, frutas, legumes e peixe. No outro, os que comiam principalmente alimentos industrializados, como sobremesas açucaradas, alimentos fritos, carne industrializada, cereais refinados e produtos laticínios ricos em gordura.

Após levar em conta fatores como sexo, idade, educação, atividade física, doenças crônicas e o hábito de fumar, os especialistas identificaram uma diferença significativa em riscos futuros de ocorrência de depressão nos grupos.

Os que comiam mais alimentos integrais apresentaram 26% menos riscos de desenvolver depressão do que os que consumiam menos alimentos integrais. Em contraste, os que comiam mais alimentos industrializados apresentaram 58% mais riscos de desenvolver depressão do que os que comiam poucos alimentos industrializados. (...)

"Esse estudo se soma a um conjunto já sólido de pesquisas que mostram associações fortes entre o que comemos e nossa saúde mental", diz o diretor da entidade britânica Mental Health Foundation, Andrew McCulloch. "Estudos como esse são cruciais porque são a chave para que tenhamos uma compreensão melhor da doença mental."

McCulloch acrescenta que as dietas das pessoas estão se tornando cada vez menos saudáveis. "A população da Grã-Bretanha está consumindo menos produtos frescos e nutritivos e mais gorduras saturadas e açúcares", afirma.

"Estamos particularmente preocupados com os que não podem ter acesso a alimentos frescos ou moram em áreas onde existe um número alto de restaurantes de fast food e comida para viagem."

(BBC Brasil)

Fast food controla a sua mente

É oficial. Aquele balde de sorvete realmente pode controlar seu cérebro e dizer "me coma". Um estudo americano pelo Centro Médico UT do Sudoeste em Dallas descobriu que a gordura de alguns alimentos tais como sorvete e hamburgueres vai direto para o cérebro. Uma vez lá, as moléculas de gordura acionam o cérebro para enviar mensagens para as células do corpo, alertando-as para ignorar os sinais que suprimem o apetite da leptina e insulina, hormônios envolvidos na regulação do peso - o que pode durar até três dias! "Normalmente, nosso corpo é preparado para dizer quando nós comemos o suficiente, mas isso nem sempre acontece quando estamos comendo algo saboroso", afirmou em um comunicado a pesquisadora Deborah Clegg. 

"O que nós mostramos nesse estudo é que toda a química do cérebro de uma pessoa pode mudar em um período muito curto de tempo. Nossos resultados sugerem que quando você come algo com elevado teor de gordura, seu cérebro leva uma 'pancada' de ácidos graxos, e você se torna resistente à insulina e leptina. E já que você não recebe a ordem para parar de comer, você acaba comendo demais."

Os pesquisadores também descobriram que um tipo específico de gordura - o ácido palmítico, que é encontrada na carne, manteiga, queijo e leite - é particularmente eficaz em instigar esse mecanismo.

O estudo foi realizado em ratos e camundongos, mas os cientistas dizem que seu estudo, publicado no Jornal de Investigação Clínica, reforçou recomendações comuns de dietas para limitar o consumo de gordura saturada pois elas "fazem com que você comer mais".

O estudo foi conduzido expondo ratos e camundongos a gordura de diversas formas - através da injeção de vários tipos de gordura diretamente no cérebro, através da infusão de gordura na artéria carótida ou alimentar os animais através de um tubo no estômago três vezes por dia.

Os animais receberam a mesma quantidade de calorias e gorduras e somente o tipo de gordura foi variada. Os tipos incluíram ácido palmítico, ácidos graxos monoinsaturados e insaturados, o ácido oléico que é encontrado em óleos de oliva e uva. "Este tipo de ação foi muito específica para o ácido palmítico, que é muito rica em alimentos que são ricos em gordura saturada", disse Clegg.

(Reuters)

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Frutas e legumes para a saúde cognitiva

Um estudo da Universidade Heinrich-Heine, na Alemanha, traz mais evidências de que o consumo de frutas e legumes pode melhorar o aprendizado, a memória e o raciocínio de pessoas saudáveis. Avaliando 193 pessoas com idades entre 45 e 102 anos, os pesquisadores observaram que aqueles com a maior ingestão diária de vegetais (cerca de 400g) tinham maior nível de antioxidantes, menores indicadores de danos oxidativos e melhor desempenho cognitivo do que aqueles que consumiam menos de 100g de frutas e verduras por dia.

De acordo com os autores, é reconhecida a forte associação entre a ingestão de frutas e legumes e as defesas de antioxidantes naturais do corpo contra os radicais livres, além do fato de a má nutrição estar relacionada a um maior risco de problemas cognitivos. “Com esse trabalho, mostramos uma múltipla associação entre a ingestão de frutas e vegetais, as defesas antioxidantes e o desempenho cognitivo na ausência de doenças e independentemente da idade”, disse a pesquisadora Cristina Polidori, da Universidade de Bochum.

Baseados nos resultados, os especialistas recomendam melhorar a nutrição, com o aumento do consumo de frutas e legumes, como forma de prevenção à demência e outros problemas cognitivos. E mais estudos estão sendo planejados para confirmação, incluindo maior amostra e pacientes com doença de Alzheimer em vários estágios e com problemas cognitivos leves.

(Science Daily)

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Vegetarianismo pode proteger contra o câncer

Um estudo publicado em junho noBritish Journal of Cancer indica que os vegetarianos correm menos risco de desenvolver câncer. De acordo com os especialistas da Cancer Research UK, no Reino Unido, a opção pelos vegetais, abandonando o consumo de carnes vermelhas, reduz em 12% os riscos de desenvolver câncer de qualquer tipo, e pode reduzir em até 45% as chances de alguns tipos específicos da doença. Os resultados foram baseados na análise de 61 mil pessoas – 32,4 mil comedores de carne; 8,5 mil que não comiam carne, mas ingeriam peixes; e 20,6 mil vegetarianos – monitoradas por até 12 anos, que registrou 3.350 casos de câncer. Entre esses, 2.204 casos ocorreram entre aqueles que comiam carnes vermelhas, 317 ocorreram naqueles que consumiam peixe no lugar da carne, e 829 foram registrados nos completamente vegetarianos.

De acordo com os autores, os efeitos protetores do vegetarianismo e do consumo de peixe no lugar da carne vermelha eram maiores para cânceres do sangue, como leucemia, mieloma e linfoma.

Os pesquisadores acreditam que esses efeitos da dieta no risco de câncer podem ocorrer devido aos altos níveis de vitaminas antioxidantes encontradas em frutas, legumes, grãos e sementes, que podem ter propriedades anticâncer. Além disso, os vegetarianos evitariam a exposição a conservantes, como nitritos, comumente utilizados em produtos de origem animal, e associados ao risco de câncer.

Apesar dos resultados, indicando benefícios da dieta vegetariana, vale lembrar que alguns estudos mostram que os completamente vegetarianos podem ter ossos mais fracos do que aqueles que comem produtos de origem animal, aumentando suas chances de osteoporose e fraturas mais tarde. Por isso, mais estudos são necessários para indicar riscos e benefícios dessa dieta.

(British Journal of Câncer, 16 de junho de 2009)

domingo, 9 de setembro de 2012

Mais que perder peso; manter a saúde

Quando nos alimentamos, estamos provendo ao corpo os nutrientes que ele precisa para manter suas funções, renovar células e dar energia para os movimentos de trabalho dos órgãos internos e também para o movimento dos músculos, quer seja no trabalho ou na prática de atividades físicas através dos esportes. Quando nos alimentamos em equilíbrio, as funções vitais são mantidas e o peso permanece estável. Ao contrário, quando nos alimentamos muito e não mantemos atividade física para gastar essa energia obtida através dos alimentos, nosso corpo acumula essa reserva em forma de células gordurosas, entendendo que a qualquer momento essa energia poderá ser solicitada.

Abaixo estão algumas dicas práticas sobre uma perda de peso saudável:

1. Manter um programa regular de refeições, isto é, ter hora certa para comer e não ficar beliscando entre uma refeição e outra. Geralmente, o adulto deveria fazer três refeições diárias, não dispensando um bom desjejum, tendo um almoço normal e um jantar leve, pois quando dormimos estamos gastando pouca energia.

2. Excluir o açúcar e as frituras.

3. Utilizar com frequência os vegetais folhosos e aqueles que produzem flores (brócolis, couve-flor, etc.) temperados com 10 ml de azeite de oliva, pouco sal, limão e temperos frescos.

4. Evitar misturas de amidos na mesma refeição, isto é, quando comer batata, não usar arroz ou massas, ou, ao contrário, quando comer arroz, não usar na mesma refeição batata ou massa.

5. Utilizar em média uma colher de sopa de óleo ao dia por pessoa em casa no preparo dos alimentos.

6. Evitar beber líquidos durante as refeições.

7. Beber, em média, 1,5 a 2 litros de água por dia.

8. Adotar uma atividade física aeróbica com duração de 40 minutos aproximadamente, quatro vezes por semana.

(www.portalnatural.com.br)

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

A batalha pela mente (parte 12)

11. Combinações de alimentos

“A variedade de alimentos numa mesma refeição produz indisposição, e destrói os benefícios que cada artigo, se tomado sozinho, traria ao organismo.” – Conselhos Sobre o Regime Alimentar, pág. 110

“Frutas e verduras consumidas juntas na mesma refeição produzem acidez estomacal; daí resulta sangue impuro, e a mente não é claraporque a digestão é imperfeita.” – Conselhos Sobre o Regime Alimentar, pág. 113

Lembre-se: “Com a mente servimos ao Senhor.” – Temperança, pág. 14

“Pudins, cremes, bolos, doces e verduras, tudo servido numa mesma refeição, trará transtornos ao estômago.” – Conselhos Sobre o Regime Alimentar, pág. 112

Leia também: "A batalha pela mente (parte 13)"

A batalha pela mente (parte 11)

10. Opção protéica

“Nem um grama de carne deve entrar em nosso estômago. O comer carne não é natural. Devemos voltar ao desígnio original de Deus ao criar o homem.” – Conselhos Sobre o Regime Alimentar, pág. 380

“Pelo uso de alimentos cárneos a natureza animal é fortalecida eenfraquecida a espiritual.” – Ibidem, 383

“Um regime de carne tende a desenvolver a sensualidade. O desenvolvimento da sensualidade diminui a espiritualidade, tornando a mente incapaz de compreender a verdade.” – Conselhos Sobre o Regime Alimentar, pág. 382

“Com a mente servimos ao Senhor.” – Temperança, pág. 14

Sensualidade desequilibrada

A revista Men´s Health número 2 (junho/2006), traz na capa chamada com verbo no imperativo: “Coma carne e viva melhor”. Não surpreende que “Coma carne” seja o bordão de campanha milionária levada a cabo pela entidade de pecuaristas “Pró-carne”, cujo objetivo é aumentar a venda de carne para os brasileiros, e que tenha sido chamado para “entrevista” ninguém mais ninguém menos que Paulo Leonel, seu diretor. O mesmo que afirma publicamente e sem nenhum constrangimento que “hoje temos mais de 300 consultórios médicos de cardiologia no Brasil que recebem nosso material”. Também não ficam constrangidos os repórteres da revista ao apresentar o Sr. Daniel Magnoni como nutrólogo e cardiologista, omitindo de seus leitores a informação de que ele faz parte do Comitê Técnico do Serviço de Informação da Carne (SIC), entidade cujo objetivo também é aumentar o consumo de carne bovina. Com essa “equipe”, não é difícil chegar-se a outras conclusões: a carne é um “viagra natural”, “que protege as artérias”, e que leva seus consumidores a serem “mais inteligentes, mais fortes e esbeltos”. 

Nota: É interessante que a Men’s Health admita que a carne estimula o sensualismo. Há mais de um século a escritora Ellen White já havia chamado a atenção de seus leitores para isso.

O mundo está descobrindo as vantagens da dieta sem carne, basta fazer uma procura em edições recentes de revistas de saúde ou mesmo jornalísticas para comprovar isso. (Veja um exemplo.)

Problemas da dieta cárnea

1. Câncer de cólon
2. Câncer de mama (aumento da prolactina)
3. Diminuição da longevidade
4. Diminuição na densidade óssea
5. Doenças coronárias

Um caminho melhor

“Repetidamente tem-se-me mostrado que Deus está trazendo de volta o Seu povo ao Seu desígnio original, isto é, que ele não dependa da carne de animais mortos. Ele gostaria que ensinássemos ao povo um caminho melhor. ... Se a carne for abandonada, se o gosto não for estimulado nessa direção, se a apreciação por frutas e cereais for encorajada, logo será como Deus no início desejou que fosse. Nenhuma carne será usada por Seu povo.” – Conselhos Sobre o Regime Alimentar, pág. 82

Leia também: "A batalha pela mente (parte 12)"